segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Alho e cebola contra pedra na vesícula


A dupla seria capaz de reduzir a formação de cálculo biliar, sugere um estudo indiano publicado no periódico British Journal of Nutrition. Realizado com roedores, o trabalho mostrou que o dueto aumenta a produção de duas enzimas responsáveis por derrubar naturalmente os níveis de colesterol. “E quase 80% das pedras na vesícula são formadas por esse tipo de gordura”, afirma Ricardo Abdalla, clínico-geral do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Para chegar à conclusão, os cientistas compararam dois grupos de cobaias. Entre os animais alimentados com uma maior quantidade de alho e cebola, houve uma redução de até 30% na incidência dos cálculos.





quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Grávida que come demais...tem filho que vive com fome.

Descubra por que as futuras mamães podem financiar a obesidade nos seus descendentes

Durante a gravidez, o bebê e a mãe constroem uma relação bem estreita. O feto cresce semana após semana e precisa dos nutrientes que a gestante ingere para o seu bom desenvolvimento. Mas as mamães de primeira, segunda e outras viagens precisam dosar a quantidade e a qualidade do que consomem à mesa nessa jornada de nove meses. “Há cada vez mais evidências de que tanto carências quanto excessos alimentares durante a gestação são danosos à saúde infantil”, diz a pediatra e nutróloga Fabíola Suano, de São Paulo.
Quando a gestante abusa das garfadas e engorda acima do limite ideal, pode, sem perceber, patrocinar a obesidade no filho que carrega no ventre. “Mulheres que ganham quilos além da conta na gravidez geram bebês com maior volume de massa gorda”, diz Fabíola. Para desvendar o que deixa a garotada fofa demais, pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, dividiram ratas prenhas em dois grupos: um alimentado com ração convencional e outro com ração à base de gordura e açúcar. Eles constataram que os filhotes da segunda ninhada, assim como as mães, preferiam comidas gordurosas. A explicação pode estar no cérebro, já que esses roedores apresentaram níveis maiores de receptores de dopamina, o neurotransmissor do prazer.
A atuação dessa substância é fundamental quando a criança deixa de mamar. “Para que entenda que precisa se alimentar, o bebê recebe estímulos cerebrais”, explica o neurocientista Renato Sabbatini, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. “E esse é o papel da dopamina, que faz parte do sistema de recompensa e é produzida, entre outras situações, quando ingerimos lipídios e açúcar.” Em quem come muita gordura, porém, a dopamina não trabalha direito. “A obesidade está relacionada a uma incapacidade natural de perceber os efeitos prazerosos do sistema de recompensa”, diz o neurocientista Ivan de Araújo, da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Logo, se o pequeno nasce com mais receptores de dopamina, maior será sua necessidade de ingerir fontes do nutriente até conseguir se satisfazer.
Mas a influência da dieta da grávida no futuro do filho vai além do sistema de recompensa cerebral. Também usando ratos, cientistas da Universidade de São Paulo revelaram outro risco associado a maus hábitos alimentares na gestação. Dessa vez, o alvo foi a quantidade de sal ingerida no período de espera. Eles notaram que as pitadas a mais do condimento contribuíam para a ocorrência de hipertensão quando os filhotes se tornavam adultos. “O aumento da pressão arterial, no caso, é uma característica epigenética, ou seja, que passa da mãe para o filho sem alterar seu DNA”, explica o clínicogeral Joel Cláudio Heimann, líder da investigação feita na USP.
O time de Heimann ainda verificou que, por sua vez, sal de menos no prato da grávida pode causar resistência à insulina, quando esse hormônio não dá conta de botar o açúcar para dentro das células. “Não esclarecemos por que isso acontece, mas uma das explicações é que, nessas condições, o fluxo de sangue diminui nos tecidos, prejudicando o trabalho da insulina”, diz o pesquisador.
Como o trabalho foi realizado só com animais, ainda é preciso averiguar se esses efeitos seriam semelhantes em seres humanos — o que não é improvável. “Ambos são mamíferos e têm tecidos e sistemas parecidos.” A dose de sal indicada pela Organização Mundial da Saúde é de 5 gramas por dia — esse valor é o mesmo para gestantes. “Porém, no fim da gravidez, recomendamos reduzir as pitadas para evitar retenção de líquidos”, ensina a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

De olho no prato:
Uma coisa é certa: a grávida deve ingerir fontes de dois nutrientes imprescindíveis nessa fase. Um deles é o ácido fólico. “Ele é essencial no desenvolvimento do tubo neural, estrutura que forma o cérebro e a medula espinhal”, lembra a nutricionista Aline Zeidan, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. A suplementação dessa vitamina geralmente é prescrita na gravidez. Outra substância que não pode faltar é o ferro, já que previne a anemia. “Ele é encontrado nos vegetais escuros, no feijão e na carne vermelha”, orienta Aline.
O clichê de que as gestantes devem comer por dois merece cautela. “Devemos pensar em qualidade, nunca em quantidade. O obstetra acompanha a grávida e, se necessário, encaminha ao nutricionista”, diz o obstetra Luis Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo. “Cada mulher precisa ser avaliada de acordo com seu peso antes da gestação e receber um atendimento individualizado”, completa Fabíola Suano. Pelo bem dela e do bebê.

Quando a mãe come gordura demais: Seu filho pode ficar vidrado no nutriente

1. A gordura e o açúcar ingeridos pela gestante são absorvidos pela placenta para que o feto se desenvolva perfeitamente.

2. A placenta quebra as moléculas dessas substâncias em frações menores, como os triglicérides, que chegam ao cérebro do bebê.

3. A presença de gordura no cérebro do pequeno é interpretada pelo órgão como um bom motivo para produzir dopamina, que se encaixa em receptores específicos nos neurônios.

4. Esse estímulo é essencial para que o bebê coma ao nascer. Mas, em excesso, pode deixá-lo desejando mais gordura do que precisa.

Diabete gestacional
Ele é mais um desencadeador de obesidade e hipertensão em crianças e deve ser acompanhado de perto. “Esse tipo de diabete costuma ocorrer em mulheres com predisposição, como as que têm IMC acima de 28 antes de engravidar”, diz a médica Rosane Kupfer, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Combinar atividades físicas com uma alimentação saudável ajuda a prevenir e até mesmo controlar o problema.

Privação que engorda
Um estudo com filhos de mulheres que passaram fome na Segunda Guerra Mundial, nos anos 1940, revelou que a desnutrição materna também causa obesidade. Uma das hipóteses é a de que o organismo das crianças tentaria compensar a privação sofrida na gestação se rendendo à gula ao longo da vida. Além disso, os bebês já nasceriam resistentes à insulina, hormônio que abastece as células com açúcar.



por Hilda Sabino
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Gastrite

A escolha correta dos alimentos impede que a faísca estomacal se transforme em "fogaréu", promovendo um alívio duradouro

Café da manhã
As proteínas do ovo ajudam a reconstituir a parede do estômago após o jejum noturno e o pão integral controla os níveis de ácido clorídrico, substância por trás da queimação

Almoço
As fibras da maçã e do arroz integral somadas ao betacaroteno da cenoura também protegem contra o incêndio.

Entre refeições
O iogurte equilibra os níveis de acidez estomacal e os grãos integrais dão uma força e tanto para o bom trabalho da digestão.

Jantar
A água de coco hidrata e ameniza a dor. Os brócolis complementam o serviço, diminuindo a inflamação.


Seja de origem bacteriana ou emocional, o desconforto na parte superior do abdômen é o mesmo. Quem sofre de gastrite apresenta sintomas como dor de estômago e queimação. Essa inflamação no órgão que tem como responsabilidade preparar os alimentos e enviá-los ao intestino delgado aparece quando suas paredes internas passam a não suportar o ácido que circula por ali e que é essencial para a digestão das proteínas. Sem os cuidados adequados, a gastrite pode evoluir para problemas mais sérios, como úlcera e até câncer.
Uma bactéria incendiária, a Helicobacter pylori, é a principal causa da ardência estomacal. Geralmente, o micro-organismo se aloja nesse órgão e, dependendo da sorte do hospedeiro, assume a persona de um piromaníaco. "A bactéria não discrimina nem sexo nem faixa etária", diz o gastroenterologista Flavio Steinwurz, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Felizmente, dá para controlar o ímpeto ardoroso do micróbio com alimentos capazes de apagar esse fogo todo (veja ao lado). A boa-nova vem da Universidade de Otago Christchurch, na Austrália, onde a pesquisadora Jacqueline Keenan estuda uma espécie de dieta contra a gastrite.
Os resultados ainda não foram divulgados, mas Jacqueline garante com exclusividade a SAÚDE que são encorajadores. Apesar do segredo, a especialista adianta: "O broto de brócolis combinado com cápsulas de óleo de groselha-negra tem seu efeito anti-inflamatório potencializado, controlando os sintomas". Ok, as tais cápsulas não são encontradas com facilidade aqui…
O senso comum ainda lista itens da despensa que prejudicam a mucosa que reveste o estômago, mas lembre-se: o organismo de cada pessoa reage de uma forma diferente. "É importante testar os alimentos que causam desconforto e retirá-los do cardápio", ensina o nutrólogo Dan Waitzberg, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Restringir a produção de ácido ficando de olho no que a gente come é de extrema importância, já que cada mordida dá a largada para o sistema digestivo trabalhar. Essa tática minimiza a agressão contra as paredes internas do estômago — e isso proporciona um alívio daqueles. Mas, além do monitoramento das refeições, outros passos podem amenizar a ardência e a controlar a progressão das lesões. A mastigação, como primeira fase da digestão, poupa os esforços do órgão. “A amilase, enzima da saliva, começa a quebrar o amido já na boca”, conta Flavio Steinwurz.
Comer várias vezes ao dia também está no topo da lista de conselhos de qualquer nutrólogo ou nutricionista. “Quantidades menores fazem com que o estômago não fique abarrotado”, diz a nutricionista Beatriz Botéquio, da Equilibrium Consultoria, na capital paulista. “Dessa maneira, o tempo de jejum também diminui, prevenindo a acidificação estomacal e, consequentemente, as crises de gastrite”, complementa Dan Waitzberg.
Na hora do suplício, vale apelar para chás antiácidos. “O de espinheira-santa, planta do Sul do Brasil, pode ajudar”, recomenda Waitzberg. E cuidado com o leite puro, que estimula a secreção de suco gástrico, e anti-inflamatórios. “Como são dissolvidos e absorvidos no próprio estômago, acabam causando lesões”, explica Fernando Bahdur, médico da Associação Brasileira de Nutrologia. Agora é só evitar os alimentos incendiários e investir nos protetores. E coma sem medo.


Os incendiários do estômago
Eles ou estimulam a produção de ácido estomacal ou agridem diretamente a mucosa do órgão. E aí é desconforto na certa. Estamos falando de: café, chocolate, bebidas alcoólicas, alho, pimenta, mostarda, cebola, molho de tomate, energéticos e frutas ácidas, como o abacaxi, a laranja, o limão e a acerola.

Remédio de origem vegetal
A Agencia Nacional de Vigilancia Sanitária aprovou o primeiro medicamento a base de plantas contra gastrite. Seu principio ativo . Schinus terebinthifolius . vem da arvore brasileira aroeira.mansa, alivia os sintomas e cicatriza a mucosa estomacal sem efeitos colaterais.

por Caroline Randmer
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Chia, o grão pro-saúde

Ele acaba de aterrissar no Brasil, mas não se engane: sua bagagem é recheada de história. Cultivado desde 2600 a.C, o grão de chia era consumido por maias e astecas para turbinar sua resistência física. Como ele também tinha forte apelo religioso, as plantações foram suprimidas pelos espanhóis assim que conquistaram a América, no século 16. “Elas só foram retomadas no início da década de 1990, por um grupo de pesquisadores argentinos em parceria com a Universidade do Arizona, nos Estados Unidos”, conta a nutricionista Carolina Chica, da Unidade de Doenças Cardiovasculares da Pontifícia Universidade Católica do Chile.
Desde então, a chia, que tem sabor semelhante ao das nozes, ganhou os holofotes nos laboratórios. E não é para menos: fonte de ácido graxo ômega-3, proteínas, fibras, substâncias antioxidantes e minerais como fósforo, cálcio, ferro e magnésio, ela é uma tremenda parceira à mesa contra inúmeros males.
Um deles é o excesso de peso, que nos dias de hoje representa uma epidemia. Segundo a nutricionista Luiza Lima, do Conselho Regional de Nutricionistas da 9a Região, o efeito seca-cintura tem a ver com as doses generosas de fibras encontradas no grão. “No intestino, em contato com a água, elas formam um gel que deixa a digestão mais lenta, prolongando a saciedade”, explica Luiza. Daí, com a sensação de barriga cheia, a vontade de assaltar a geladeira é aplacada.
As fibras da chia também são uma bênção para quem tem o intestino travado. Elas contribuem para formar e eliminar o bolo fecal. “Mas, para obter o benefício, é preciso ingerir líquidos de modo adequado”, ressalta a nutricionista Karina Dantas, consultora técnica do Conselho Regional de Nutricionistas da 3a Região. Ou seja, se caprichar nos goles de água, tudo ótimo.
A chia abriga outra preciosidade — muito mais ômega-3 do que a linhaça. Essa gordura nos blinda contra ameaças ao coração. “Além de ser um bom anti-inflamatório, ela tem ação direta no controle da pressão arterial e na redução do colesterol e dos triglicérides”, justifica a nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde, na capital paulista.
O tratamento do câncer de mama também ganha reforços com o grão andino. “Em um estudo com cobaias, foi constatado que os animais alimentados com seu óleo tiveram uma diminuição no tamanho do tumor e no número de metástases”, informa Carolina Chica. E as perspectivas em relação a outros cânceres são igualmente animadoras. “O grão colabora na prevenção de tumores porque tem alto teor de antioxidantes”, confirma Bruna Murta.
Se é o diabete que amedronta, mais boasnovas: como está na lista de alimentos com baixo índice glicêmico — ou seja, não incita picos adocidados no sangue —, a chia é indicada para quem tem o problema. Sem contar que ameniza a resistência à insulina. Em outras palavras: facilita o aproveitamento da glicose pelas células, e evita que o açúcar fique sobrando na circulação.

Músculos à vista
Lembra que as civilizações pré-colombianas usavam a chia para ter força extra? A nutricionista Luiza Lima corrobora com a estratégia e a recomenda para quem faz exercícios. “Como absorve e retém a água, o grão prolonga a hidratação e a presença de minerais no organismo”, explica. Tem mais: “Devido à elevada concentração de proteínas, pode facilitar o ganho de massa muscular. Para isso, o ideal é consumi-lo após a malhação”, avisa Bruna Murta.
E olha que maravilha: ao contrário da linhaça, a chia não precisa ser triturada para liberar substâncias importantes. E sua versatilidade é outra característica que impressiona, como comprova a nutricionista Natália Dourado, da e3 Comunicação e Nutrição, na capital paulista: “É possível adicioná-la a frutas, cereais, saladas, sopas e iogurte. Moída, é uma boa substituta da farinha em receitas de massas, pães e biscoitos”. Uma opção é deixá-la na água até formar uma gelatina. Aí, é só colocá-la no lugar do ovo nas preparações. Não faltam ideias para você testar e aprovar essa maravilha dos Andes.

Ficha técnica:
Você encontra: em forma de grão, farinha ou óleo
Calorias: 371 cal/100 g • Como usar: em receitas doces ou salgadas • Porção diária: de 2 a 3 colheres de sopa do óleo ou 1 colher de sopa do grão ou da farinha

SUCO DE UVA INTEGRAL COM AÇAI E GRÃOS DE CHIA
Ingredientes:
• 200 ml de suco de uva integral orgânico
• 100 g de polpa de açaí congelada
• ½ colher (sopa) de grãos de chia
• Açúcar demerara orgânico a gosto

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes no liquidificador. Sirva com cubos de gelo.




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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Truques que deixam as frituras menos nocivas


Elas não são bem-vindas em um cardápio saudável. Muito menos aquelas feitas em óleo reaproveitado. Mas se você não resiste, vamos ensinar algumas dicas:
“Durante o processo de fritura, os óleos são continuamente expostos a fatores que levam a um grande número de reações químicas”, conta a nutricionista Hosana Rodrigues, da Universidade de São Paulo. Há desde a transformação das moléculas de ácido graxo até alterações de aroma e sabor. “Pode ocorrer a formação de trans, se o óleo for reaproveitado e permanecer horas e horas sob altas temperaturas”, revela Ana Carolina Gagliardi, do Instituto do Coração de São Paulo.
O aquecimento exagerado favorece a perda de ômegas, e a maioria dos tipos usados na cozinha contêm ômegas 3 e 6, gorduras do bem e essenciais para o nosso organismo, que simplesmente acabam desperdiçadas. Nunca deixe chegar ao ponto de fumaça. Sem contar que as frituras aumentam pra valer a quantidade de calorias nas refeições. Para você ter uma ideia, uma escumadeira cheia de batata cozida fornece 68 calorias, já a batata que passou por fritura, o teor calórico sobe para nada menos que 182.
“A fritura pode entrar esporadicamente no cardápio de quem pratica atividade física, desde que o óleo seja saudável e bem fresco”, aconselha a nutricionista Cynthia Antonaccio, de São Paulo. Outra dica da expert é fritar vegetais como brócolis, cenoura e outros. Nada de linguiça na banha de porco, hein?

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Suplementos alimentares podem trazer sérios riscos à saúde

Conheça os riscos para a saúde de quem usa produtos não liberados para a venda no Brasil.



Na pressa de ganhar músculos, frequentadores de academias de ginástica recorrem a produtos que são vendidos irregularmente como suplementos alimentares, mas contêm substâncias perigosas e que podem provocar dependência. É no esforço excessivo que está o perigo.

“Eu tive uma sensação de estar com o maxilar preso e com a gengiva presa, como se fosse um bruxismo mesmo. É aquela ansiedade. Uma sensação muito ruim”, diz Emilia de Almeida, analista de sistemas.

Com mais carga e velocidade na bicicleta veio susto: "Você tem a sensação de que não consegue fazer a respiração completa. Você sente que tem alguma coisa te prendendo. O coração fica trabalhando loucamente de maneira artificial, de uma forma que ele não está preparado", conta.

Emilia tomou um desses suplementos, que, de acordo com o rótulo, inclui aminoácidos e várias outras substâncias. Essa combinação não obedece à regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que ainda não avaliou o produto. Por isso, ele não tem registro para comercialização no Brasil.

As substâncias que aparecem na fórmula do produto podem acelerar as batidas do coração, aumentar o fôlego, relaxar os músculos, ampliar as sensações de prazer e de bem estar. São promessas de efeitos que costumam cobrar um preço alto do organismo. Além do mais, algumas dessas substâncias podem provocar dependência.

"Porque contém substâncias como admetilamelanila, que é uma substância utilizada em descongestionantes nasais; também contém substâncias como derivados de benzoziazepinicos, que são usados como calmantes, que também podem causar dependência", explica Daniel Arkader, médico.

Os efeitos colaterais mais frequentes de um desses produtos são:

- sensação de formigamento nos pés e nas mãos
- aslterações de pressão arterial
- taquicardia
- enjoo
- tontura
- desmaio
- dor de cabeça

Um professor de educação física, que não quis se identificar, conta que também teve insônia. Ele revela que comprou o produto numa academia.
"A primeira porta de entrada são essas substâncias. Antes deles tomarem alguma coisa futuramente ser possivelmente um asteróide ou um anabolizante, ele começa com essas coisas", declara.

O sonho do corpo perfeito a qualquer custo pode fazer vítimas nas academias. “A pessoa sai de um aparelho e diz que está tonta, que está vendo tudo preto. São efeitos dessa suplementação”.

"É um mercado milionário hoje. A grande preocupação é que elas vendem sem receita médica e sem orientação de um profissional. As pessoas compram porque elas compram um sonho", declara Victor dos Santos Júnior, profissional de educação física.


Fonte: Jornal Hoje / Edição do dia 25/04/2011






segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os 10 piores alimentos para sua saúde

Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.

10º lugar: Sorvete
Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.



9º lugar: Salgadinho de milho
De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.



8º lugar: Pizza
Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.



7º lugar: Batata frita
Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

6 lugar: Salgadinhos de batata
Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.



 
5º lugar: Bacon
Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.


4º lugar: Cachorro-quente
Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.


3º lugar: Donuts (Rosquinhas)
Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.



2º lugar: Refrigerante
Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. 
Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.


1º lugar: Refrigerante Diet
“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.




FONTE: Postado em Vida e Saúde em 08/04/2011 às 16h00





quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tendências que Valem a Pena Conhecer (e Experimentar!)

Saiba mais sobre algumas tendências da alimentação e aproveite para se inspirar para essas experiências, que já estão virando uma verdadeira "mania saudável" em vários países.

Comida japonesa – Apesar da alimentação japonesa não estar lá muito saudável ultimamente, a tradição gastronômica deles é fantástica, e tem muito pra acrescentar na nossa saúde. Aliás, que bom que o Brasil hoje tem muitos restaurantes japoneses, onde podemos experimentar tantas delícias nutritivas dessa culinária: sushi, sashimi, shimeji, shitake, missoshiro são os campeões do cardápio. São pratos à base de arroz, algas, peixes e a soja em uma de suas melhores formas (fermentada, em alimentos como o tofu, o missô e o shoyu). Mas aqui vale uma observação: não exagere nos molhos japoneses, pois costumam ter sódio além da conta.

Dieta do Mediterrâneo - A alimentação dos países do sul da Europa faz tanto sucesso que virou até nome de dieta da moda. Nas regiões próximas ao Mediterrâneo, eles evitam a carne vermelha e comem muitas frutas, verduras e legumes frescos de produção local, grãos integrais e fontes de gorduras saudáveis (como azeite extra-virgem, castanhas, nozes e amêndoas). Os doces ficam só para os dias especiais e, ainda assim, geralmente são feitos com mel.

Slow Food – Esse movimento nasceu na Itália para se contrapor ao fast food e pretende resgatar o prazer de comer bem. A proposta é voltar a consumir comida fresca, feita em casa ou artesanalmente, dando preferência aos ingredientes de alta qualidade e de cultivo local, que respeitam as estações do ano e o meio ambiente. Para seus adeptos, a refeição é um momento muito especial do dia e merece ser saboreada com calma e, de preferência, na companhia de pessoas queridas.



Vegetarianismo – Existem diversas formas de se nutrir completamente e com muito prazer sem depender de produtos de origem animal. Veja como é variada essa tribo que busca mais saúde e se preocupa com o bem-estar dos animais:

Semi-vegetarianos: Comem ovos, laticínios e peixes, mas não outros tipos de carnes, nem derivados (como presunto, lingüiça, salsicha, salame);

Ovolactovegetarianos: Não comem nenhum tipo de carne ou derivados, mas leite e ovos entram no cardápio;

Veganos: Não usam nada de origem animal, nem mesmo roupas ou acessórios de couro, seda ou qualquer outro produto que vem dos bichos;

Crudivostas: Além de adotar as restrições do veganos, consomem apenas “comida viva”, ou seja, alimentos crus e grãos germinados. Não cozinham e nem aquecem nenhum ingrediente acima de 40ºC.







quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os vegetais perdem seus nutrientes quando congelados?

Mito. Congelar o alimento o mantém mais próximo do seu estado natural, desta forma, seus nutrientes não se perdem. Além disso, a baixa temperatura impede a ação dos microorganismos.




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pele Saudável e Nutrição

O recurso ao botox, peeling, ou gastar muito $$ em cremes que prometem desafiar a idade não são as únicas formas de manter a sua pele com um aspecto fresco, vigoroso e saudável. Uma das estratégias mais eficazes para fortalecer a saúde da sua pele é nutrir o corpo por meio de uma alimentação saudável e equilibrada. As investigações demonstram que consumir certos tipos de alimentos pode ajudar a prevenir rugas, danos causados pela exposição ao sol e manter a pele hidratada. Na próxima vez que for às compras, faça também uma lista para a sua pele.
As frutas e legumes que possuem pigmentação vermelha apresentam altas concentrações de antioxidantes que ajudam a prevenir o envelhecimento precoce da pele. As batatas-doces, tomates e o melão, por exemplo, podem ajudar a manter a sua pele firme e brilhante. Acrescente mais frutas e legumes como estes à sua alimentação diária.  Quando fizer uma salada para o lanche, acrescente umas fatias de tomate, e troque as batatas fritas ou salgados por fatias frescas de melão.

Consumir  alimentos cítricos diariamente ajuda a manter a sua pele hidratada, o que a longo prazo vai prevenir as rugas. A vitamina C é um antioxidante muito poderoso que pode manter o colageno na estrutura da sua face e impedir a flacidez. Porém, e porque a vitamina C é solúvel na água, os níveis desta vitamina que podem ser armazenados no seu corpo são reduzidos, o que significa que terá de fortalecer o seu “estoque” natural diariamente. As laranjas são uma das melhores fontes de vitamina C, mas também, limões e limas são também excelentes escolhas para manter os níveis de vitamina C regulares. O colageno começa a desaparecer a partir dos 30 anos – comece a armazenar a partir de agora!
Misture laranja nas saladas para uma combinação saudável e fresca de Verão. Esprema uns limões, lima ou laranjas e beba revigorantes limonadas ou laranjadas. Espremer um quarto de limão por cima de peixe grelhado ou de frango são indicados também. As opções são variadas, seja criativa.

Os antioxidantes conhecidos com EGCG é uma poderosa substância que pode prevenir a acne, danos causados por exposição solar e inflamações de pele. O EGCG é também conhecido por combater o cancro da pele e outros tumores. Os chás, como o chá verde, chá preto ou chá branco são as melhores formas de ingerir o EGCG, já que bastam entre quatro a seis copos de chá por dia para beneficiar dos efeitos do EGCG na sua pele. Substitua gradualmente o café diário por chá os antioxidantes presentes no chá serão poderosos promotores de saúde para todo o organismo.
A vitamina A, um dos nutrientes mais importantes para a saúde da pele, combate o envelhecimento precoce, a formação de escamas e a desidratação. A vitamina A é também essencial para a renovação celular e promove o crescimento da pele "nova". Os espinafres e brócolis, por exemplo, são excelentes fontes de vitamina A, sejam frescos, crus, cozidos ou cozinhados a vapor, os legumes de folha verde são excelentes agentes para a saúde da pele.

Os ácidos graxos ômega 3 encontrados no peixe, como no salmão, atum, sardinhas ou mesmo no marisco, possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem os danos causados pela exposição prolongada ao sol. Comer peixe duas a três vezes por semana é suficiente, especialmente se a sua dieta já contempla bastantes alimentos saudáveis para a pele.