segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Truques que deixam as frituras menos nocivas


Elas não são bem-vindas em um cardápio saudável. Muito menos aquelas feitas em óleo reaproveitado. Mas se você não resiste, vamos ensinar algumas dicas:
“Durante o processo de fritura, os óleos são continuamente expostos a fatores que levam a um grande número de reações químicas”, conta a nutricionista Hosana Rodrigues, da Universidade de São Paulo. Há desde a transformação das moléculas de ácido graxo até alterações de aroma e sabor. “Pode ocorrer a formação de trans, se o óleo for reaproveitado e permanecer horas e horas sob altas temperaturas”, revela Ana Carolina Gagliardi, do Instituto do Coração de São Paulo.
O aquecimento exagerado favorece a perda de ômegas, e a maioria dos tipos usados na cozinha contêm ômegas 3 e 6, gorduras do bem e essenciais para o nosso organismo, que simplesmente acabam desperdiçadas. Nunca deixe chegar ao ponto de fumaça. Sem contar que as frituras aumentam pra valer a quantidade de calorias nas refeições. Para você ter uma ideia, uma escumadeira cheia de batata cozida fornece 68 calorias, já a batata que passou por fritura, o teor calórico sobe para nada menos que 182.
“A fritura pode entrar esporadicamente no cardápio de quem pratica atividade física, desde que o óleo seja saudável e bem fresco”, aconselha a nutricionista Cynthia Antonaccio, de São Paulo. Outra dica da expert é fritar vegetais como brócolis, cenoura e outros. Nada de linguiça na banha de porco, hein?

http://saude.abril.com.br/

terça-feira, 26 de abril de 2011

Suplementos alimentares podem trazer sérios riscos à saúde

Conheça os riscos para a saúde de quem usa produtos não liberados para a venda no Brasil.



Na pressa de ganhar músculos, frequentadores de academias de ginástica recorrem a produtos que são vendidos irregularmente como suplementos alimentares, mas contêm substâncias perigosas e que podem provocar dependência. É no esforço excessivo que está o perigo.

“Eu tive uma sensação de estar com o maxilar preso e com a gengiva presa, como se fosse um bruxismo mesmo. É aquela ansiedade. Uma sensação muito ruim”, diz Emilia de Almeida, analista de sistemas.

Com mais carga e velocidade na bicicleta veio susto: "Você tem a sensação de que não consegue fazer a respiração completa. Você sente que tem alguma coisa te prendendo. O coração fica trabalhando loucamente de maneira artificial, de uma forma que ele não está preparado", conta.

Emilia tomou um desses suplementos, que, de acordo com o rótulo, inclui aminoácidos e várias outras substâncias. Essa combinação não obedece à regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que ainda não avaliou o produto. Por isso, ele não tem registro para comercialização no Brasil.

As substâncias que aparecem na fórmula do produto podem acelerar as batidas do coração, aumentar o fôlego, relaxar os músculos, ampliar as sensações de prazer e de bem estar. São promessas de efeitos que costumam cobrar um preço alto do organismo. Além do mais, algumas dessas substâncias podem provocar dependência.

"Porque contém substâncias como admetilamelanila, que é uma substância utilizada em descongestionantes nasais; também contém substâncias como derivados de benzoziazepinicos, que são usados como calmantes, que também podem causar dependência", explica Daniel Arkader, médico.

Os efeitos colaterais mais frequentes de um desses produtos são:

- sensação de formigamento nos pés e nas mãos
- aslterações de pressão arterial
- taquicardia
- enjoo
- tontura
- desmaio
- dor de cabeça

Um professor de educação física, que não quis se identificar, conta que também teve insônia. Ele revela que comprou o produto numa academia.
"A primeira porta de entrada são essas substâncias. Antes deles tomarem alguma coisa futuramente ser possivelmente um asteróide ou um anabolizante, ele começa com essas coisas", declara.

O sonho do corpo perfeito a qualquer custo pode fazer vítimas nas academias. “A pessoa sai de um aparelho e diz que está tonta, que está vendo tudo preto. São efeitos dessa suplementação”.

"É um mercado milionário hoje. A grande preocupação é que elas vendem sem receita médica e sem orientação de um profissional. As pessoas compram porque elas compram um sonho", declara Victor dos Santos Júnior, profissional de educação física.


Fonte: Jornal Hoje / Edição do dia 25/04/2011






segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os 10 piores alimentos para sua saúde

Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.

10º lugar: Sorvete
Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.



9º lugar: Salgadinho de milho
De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.



8º lugar: Pizza
Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.



7º lugar: Batata frita
Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

6 lugar: Salgadinhos de batata
Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.



 
5º lugar: Bacon
Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.


4º lugar: Cachorro-quente
Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.


3º lugar: Donuts (Rosquinhas)
Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.



2º lugar: Refrigerante
Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. 
Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.


1º lugar: Refrigerante Diet
“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.




FONTE: Postado em Vida e Saúde em 08/04/2011 às 16h00





quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tendências que Valem a Pena Conhecer (e Experimentar!)

Saiba mais sobre algumas tendências da alimentação e aproveite para se inspirar para essas experiências, que já estão virando uma verdadeira "mania saudável" em vários países.

Comida japonesa – Apesar da alimentação japonesa não estar lá muito saudável ultimamente, a tradição gastronômica deles é fantástica, e tem muito pra acrescentar na nossa saúde. Aliás, que bom que o Brasil hoje tem muitos restaurantes japoneses, onde podemos experimentar tantas delícias nutritivas dessa culinária: sushi, sashimi, shimeji, shitake, missoshiro são os campeões do cardápio. São pratos à base de arroz, algas, peixes e a soja em uma de suas melhores formas (fermentada, em alimentos como o tofu, o missô e o shoyu). Mas aqui vale uma observação: não exagere nos molhos japoneses, pois costumam ter sódio além da conta.

Dieta do Mediterrâneo - A alimentação dos países do sul da Europa faz tanto sucesso que virou até nome de dieta da moda. Nas regiões próximas ao Mediterrâneo, eles evitam a carne vermelha e comem muitas frutas, verduras e legumes frescos de produção local, grãos integrais e fontes de gorduras saudáveis (como azeite extra-virgem, castanhas, nozes e amêndoas). Os doces ficam só para os dias especiais e, ainda assim, geralmente são feitos com mel.

Slow Food – Esse movimento nasceu na Itália para se contrapor ao fast food e pretende resgatar o prazer de comer bem. A proposta é voltar a consumir comida fresca, feita em casa ou artesanalmente, dando preferência aos ingredientes de alta qualidade e de cultivo local, que respeitam as estações do ano e o meio ambiente. Para seus adeptos, a refeição é um momento muito especial do dia e merece ser saboreada com calma e, de preferência, na companhia de pessoas queridas.



Vegetarianismo – Existem diversas formas de se nutrir completamente e com muito prazer sem depender de produtos de origem animal. Veja como é variada essa tribo que busca mais saúde e se preocupa com o bem-estar dos animais:

Semi-vegetarianos: Comem ovos, laticínios e peixes, mas não outros tipos de carnes, nem derivados (como presunto, lingüiça, salsicha, salame);

Ovolactovegetarianos: Não comem nenhum tipo de carne ou derivados, mas leite e ovos entram no cardápio;

Veganos: Não usam nada de origem animal, nem mesmo roupas ou acessórios de couro, seda ou qualquer outro produto que vem dos bichos;

Crudivostas: Além de adotar as restrições do veganos, consomem apenas “comida viva”, ou seja, alimentos crus e grãos germinados. Não cozinham e nem aquecem nenhum ingrediente acima de 40ºC.







quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os vegetais perdem seus nutrientes quando congelados?

Mito. Congelar o alimento o mantém mais próximo do seu estado natural, desta forma, seus nutrientes não se perdem. Além disso, a baixa temperatura impede a ação dos microorganismos.




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pele Saudável e Nutrição

O recurso ao botox, peeling, ou gastar muito $$ em cremes que prometem desafiar a idade não são as únicas formas de manter a sua pele com um aspecto fresco, vigoroso e saudável. Uma das estratégias mais eficazes para fortalecer a saúde da sua pele é nutrir o corpo por meio de uma alimentação saudável e equilibrada. As investigações demonstram que consumir certos tipos de alimentos pode ajudar a prevenir rugas, danos causados pela exposição ao sol e manter a pele hidratada. Na próxima vez que for às compras, faça também uma lista para a sua pele.
As frutas e legumes que possuem pigmentação vermelha apresentam altas concentrações de antioxidantes que ajudam a prevenir o envelhecimento precoce da pele. As batatas-doces, tomates e o melão, por exemplo, podem ajudar a manter a sua pele firme e brilhante. Acrescente mais frutas e legumes como estes à sua alimentação diária.  Quando fizer uma salada para o lanche, acrescente umas fatias de tomate, e troque as batatas fritas ou salgados por fatias frescas de melão.

Consumir  alimentos cítricos diariamente ajuda a manter a sua pele hidratada, o que a longo prazo vai prevenir as rugas. A vitamina C é um antioxidante muito poderoso que pode manter o colageno na estrutura da sua face e impedir a flacidez. Porém, e porque a vitamina C é solúvel na água, os níveis desta vitamina que podem ser armazenados no seu corpo são reduzidos, o que significa que terá de fortalecer o seu “estoque” natural diariamente. As laranjas são uma das melhores fontes de vitamina C, mas também, limões e limas são também excelentes escolhas para manter os níveis de vitamina C regulares. O colageno começa a desaparecer a partir dos 30 anos – comece a armazenar a partir de agora!
Misture laranja nas saladas para uma combinação saudável e fresca de Verão. Esprema uns limões, lima ou laranjas e beba revigorantes limonadas ou laranjadas. Espremer um quarto de limão por cima de peixe grelhado ou de frango são indicados também. As opções são variadas, seja criativa.

Os antioxidantes conhecidos com EGCG é uma poderosa substância que pode prevenir a acne, danos causados por exposição solar e inflamações de pele. O EGCG é também conhecido por combater o cancro da pele e outros tumores. Os chás, como o chá verde, chá preto ou chá branco são as melhores formas de ingerir o EGCG, já que bastam entre quatro a seis copos de chá por dia para beneficiar dos efeitos do EGCG na sua pele. Substitua gradualmente o café diário por chá os antioxidantes presentes no chá serão poderosos promotores de saúde para todo o organismo.
A vitamina A, um dos nutrientes mais importantes para a saúde da pele, combate o envelhecimento precoce, a formação de escamas e a desidratação. A vitamina A é também essencial para a renovação celular e promove o crescimento da pele "nova". Os espinafres e brócolis, por exemplo, são excelentes fontes de vitamina A, sejam frescos, crus, cozidos ou cozinhados a vapor, os legumes de folha verde são excelentes agentes para a saúde da pele.

Os ácidos graxos ômega 3 encontrados no peixe, como no salmão, atum, sardinhas ou mesmo no marisco, possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem os danos causados pela exposição prolongada ao sol. Comer peixe duas a três vezes por semana é suficiente, especialmente se a sua dieta já contempla bastantes alimentos saudáveis para a pele.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Adoçantes

Os adoçantes dietéticos são produzidos a partir de edulcorantes, subtancias naturais ou artificiais responsáveis pelo sabor doce. Eles possuem um poder de adoçamento geralmente muito maior que o açúcar da cana (açúcar comum) e são recomendados para dietas especiais como as de restrição(principalmente no diabetes) e de emagrecimento.

Sacarina
Primeira substancia adoçante sintética a ser descoberta( 1878) extraída de um derivado do petróleo, o acido ciclo hexano sulfamico , tem poder adoçante 500 vezes maior que a sacarose e é usada desde 1900. Em altas concentrações deixa sabor residual amargo e metálico, e não é metabolizada pelo organismo. È de fácil solubilidade e estável em altas temperaturas, podendo ser utilizado em preparações quentes. IDA (Ingestão Diária Aceitável): 5 mg/Kg de peso corporal.

Ciclamato
Descoberto em 1939, entrou no mercado a partir da década de 50. Como a sacarina, é edulcorante artyificial largamente usado no setor alimentício, sendo aplicado em adoçantes de messa, bebidas dietéticas, geléias, sorvetes, gelatinas, etc. Com o menor poder adoçante, é 40 vezes mais adoçante que a sacarose, não calórico e possui sabor agradável e semelhante ao açúcar refinado( apresentando um leve gosto residual). Absorve-se parcialmente no intestino, é eliminada pelos rins. Alguns indivíduos metabolizam uma pequena quantidade no intestino, pela ação da flora intestinal. Não perde a doçura quando submetido a altas/ baixas temperaturas e meio ácidos. Sinergético quando combinado com outros adoçantes de baixas calorias como acesulfame K, aspartame, neoesperidina, sacarina e sucralose.
IDA (Ingestão Diária Aceitável): 11 mg/kg de peso corporal.

AspartameEdulcorante artificial descoberto em 1956, É uma proteína dissociada produzida a partir dos aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: fenilalanina e acido aspártico. Possui sabor agradável e semelhante ao açúcar branco, só que com o potencial adoçante 200 vezes maior, permitindo o uso de pequenas quantidades. Seu valor energético corresponde a 4 cal/g. Muito usado pela industria alimentícia, principalmente nos refrigerantes diet. Sensível ao calor, perde o seu poder adoçamento em altas temperaturas. A docura também poderá diminuir quando muito tempo armazenado. É contra indicado a portadores de fenilcetonuria, uma doença genética rara que provoca o acumulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental.
IDA: 40 mg/ Kg de peso corporal.

Acesulfame-k
Criado em 1960, é o adoçante sintético de maior resistência ao armazenamento prolongado e a diferentes temperaturas.O Acesulfame-K é um sal de potássio sintético produzido a partir de um acido da família do acido acético. Adoça 130-200 vezes mais que a sacarose, seu gosto doce é percebido de imediato e em grandes doses deixa um leve sabor residual amargo. Pode ir ao fogo por ser estável a altas temperaturas. Não é calórico e nem metabolizado pelo organismo. Pode ser usado como adoçante de mesa e em difersos produtos. Embora seja rapidamente absorvida, 99% da substancia é eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada.
IDA: 15mg/kg de peso corporal.

Steviosídeo
Descoberto em 1905 e muito difundida no Japão, extraído da Stevia rebaudiana, planta originaria da Serra do Amambaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Das suas folhas se extrai o steviosídeo, edulcorante natural de sabor doce retardado com poder adoçante 300 vezes maior do que a sacarose. Tem boa estabilidade em altas ou baixas temperaturas. Pode ser consumida sem nenhuma contra-indicação por qualquer pessoa. Não produz caries, nem é calórica, tóxica, fermentável ou metabolizada pelo organismo.
IDA: 5,5 mg/kg de peso corporal.

Sucralose
Descoberta em 1976. Trata-se de um edulcorante sintético com poder adoçante 600 vezes maior do que a sacarose. Não é calórico e possui sabor agradável. Não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina. Estável a temperaturas altas e baixas e em longos períodos de armazenamento. Pode ser usada como adoçante de mesa, em formulações secas( como refrescos e sobremesas instantâneas), em aromatizantes, conservantes, temperos, molhos prontos, compotas, etc. Não produz caries, alem de reduzir a produção de ácidos, responsáveis pela sua formação.
IDA: 15 mg/kg de peso corporal.

Sorbitol
Substancia natural presente em algumas frutas, algas marinhas etc. Tem o poder edulcorante igual ao da sacarose e similar ao da glicose, não sendo aconselhável a pacientes obesos e diabéticos mal controlados. Calórico, fornece 4 cal/g e ao ser absorvido se transforma em frutose no organismo. A frutose é transformada em glicose no fígado, mas como o processo é lento, não altera significantemente a glicemia. Não provoca caries, não é tóxico e apresenta boa estabilidade. Resiste, sem perder seu potencial adoçante, a processos de aquecimento, evaporação e cozimento.
Doses acima de 20 a 30 g/ dia produzem efeito diurético e acima de 30 a 70 g/dia causam diarréia. Em algumas pessoas esses efeitos ocorrem mesmo em doses baixas, como 10g/dia. O sorbitol( assim como o manitol e o xilitol) aumentam a perda de minerais pelo organismo, principalmente o cálcio, podendo também provocar a formação de cálculos.

Manitol
Fornece 4 cal/g e sabor semelhante ao da sacarose, apresentando uma sensação refrescante na saliva, que aumenta quando associados ao aroma de menta. É considerado um dos melhores preventivos contra caries. Precaução: doses acima de 30g/dia podem provocar diarréia quando consumidos pela primeira vez. A OMS não estabeleceu um limite para a IDA e o FDA( USA) indica o consumo na quantidade necessária para o adoçamento desejado.

Frutose
É um edulcorante natural, de sabor agradável e extraído das frutas e do mel. Contem 4 cal/g. Estudos recentes comprovam que a frutose, quando ingerida junto das refeições não altera a glicemia. Quando submetida ao calor a frutose derrete, porem mantém o seu sabor. É uma vez e meia mais doce que a sacarose, com o poder de adoçamento 173 vezes maior. Excesso de frutose pode causar aumento de triglicerídeos e pessoas com problemas no metabolismo de lípides e gorduras devem evitar o consumo desse edulcorante. Estudos comprovam que o uso por tempo prolongado dificulta a absorção do cobre, mineral importante na síntese da hemoglobina (responsável pela pigmentação dos glóbulos vermelhos).

Lactose
Açúcar extraído do leite muito usado como diluente nos adoçantes de mesa. Fornece 4 cal/g e precisa de presença de insulina para ser metabolizado no organismo. Seu potencial edulcorante é cerca de 15% maior que a sacarose.

Malto dextrina
Açúcar extraído do milho, também muito usado como diluente nos adoçantes artificiais. Como a lactose, é insulino-dependente e tem 4 cal/g, sendo cerca de 50% mais doce que a sacarose.

Dextrose
Outro açúcar derivado do milho com ampla aplicação na industria alimentícia. Sua doçura é cerca de 70% maior que a da sacarose. Possui 4ca/g também necessita insulina para sua metabolizaçao.

Neohesperidina
É aproximadamente 400~600 vezes mais doce que a sacarose. Com relação ao aspartame a ao acesulfame-K, se misturados a neohesperidina, é muitas vezes ( de 7 a 20 vezes) mais doce, dependendo do alimento em que se emprega essas misturas. A neohesperidina é um flavonóide deidrochalcone. Enquanto a neohesperidina não é encontrado em nenhuma substancia natural, estruturas relacionadas com os flavonóides e seu deidrochalcones correspondentes se encontram de forma natural em muitas plantas. É metabolizada peã flora intestinal. A neohesperidina é tipicamente usado em combinação com outro adoçantes. A neohesperidina também tem propriedades redutoras dos sabores amargos. È estável ao calor e pode ser usado então em alimentos que requerem pasteurização ou processos UHT. Não provoca caries e pode ser usada em produtos diabéticos.
IDA: 0,5 mg/kg de peso corporal.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Breve História da Alimentação Humana









O homo sapiens - ou seja, a nossa espécie - apareceu por volta de 200 mil anos atrás e toda sua trajetória pode ser contada sob o ponto de vista da comida.Veja quanta coisa interessante apareceu (e desapareceu) da nossa alimentação ao longo dos tempos.
O começo de tudo:Lá no comecinho da história, nossos primeiros ancestrais costumavam andar por aí em grupo, caçando e coletando alimentos. A sobrevivência dependia apenas do que encontravam pra comer e se alimentavam sobretudo de raízes e frutos silvestres.

Em comparação com o longo período em que fomos nômades, a agricultura é uma novidade. Surgiu há “apenas” 10 mil anos, quando se iniciou o cultivo de plantas e a domesticação de animais. Com a possibilidade de fixar-se em um território, o homem fundou suas primeiras aldeias. O tipo de alimentação foi definindo as culturas a tal ponto que alguns historiadores dividem as sociedades tradicionais em grandes grupos representados pelos cereais que estão na base do cardápio: o arroz, no caso da Ásia Oriental, o trigo na Europa e o milho na América.
Por volta de 500 anos atrás, as navegações permitiram a primeira onda de globalização. O impulso para cruzar oceanos e conhecer o que havia do outro lado do mundo deveu-se, em parte, ao desejo de obter novos alimentos. O molho de tomate das italianíssimas massas, por exemplo, é feito com o fruto de uma planta nativa da América Central que começou a ser cultivada pela Civilização Inca. A manga e a berinjela vieram da Índia. O pêssego, da China. A laranja, a banana e a alface também são asiáticas. O brócolis é europeu, assim como o repolho. A batata é nativa do Peru e a cenoura, do Afeganistão. Já a castanha do Pará, o açaí, o caju, a mandioca e a goiaba são genuinamente brasileiros.
Do início da agricultura até meados do século passado, o sistema de produção de alimentos predominante era baseado em pequenas propriedades familiares quase autossuficientes. Os vegetais cresciam em hortas e pomares domésticos, lado a lado com a criação de porcos, galinhas e bovinos, que forneciam leite, ovos e carne. Os grãos eram triturados em moinhos de pedra e consumidos na forma integral, preservando as fibras e os benefícios naturais.
O que mudou com a industrialização:
O mundo se transformou novamente com a Revolução Industrial, há cerca de dois séculos. Mas, para as mudanças chegarem ao prato, ainda levou várias décadas. À medida que as cidades inchavam e começaram a surgir ferrovias e depois estradas, as lavouras foram sendo empurradas para longe dos centros consumidores. Os vegetais e outros alimentos frescos cederam seu espaço no comércio e na mesa das pessoas para os produtos que podiam ser transportados com maior facilidade e que duravam mais tempo.
No século XX, os desafios de alimentar grandes populações urbanas pareciam ter sido plenamente resolvidos com o aparecimento da comida enlatada, congelada, industrializada e do fast food. Só não se levou em consideração que, com essas mudanças, o cardápio ficaria cada vez menos nutritivo.
Durante toda sua história, a humanidade conviveu com a fome, situação ainda presente em algumas regiões do planeta, sobretudo na África. Pragas, secas, inundações e longos invernos tinham efeitos devastadores e a falta de comida representava um perigo sempre à espreita. É compreensível, portanto, que os cientistas da era moderna tenham desenvolvido os defensivos agrícolas ("agrotóxicos") e os adubos artificiais para tentar garantir o abastecimento de populações cada vez maiores, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, porém, descobriu-se que essa alternativa tem efeito negativo não só para a saúde humana como também para a natureza.

Volta às origens
A agricultura orgânica e a alimentação natural começaram a tomar força em 1960 e o número de pessoas que se interessam por elas de lá pra cá só tem crescido. É um novo modelo de indústria de alimentos que se preocupa em mantê-los o mais próximo possível da sua origem (esses são os famosos alimentos naturais e integrais).
O momento em que vivemos hoje representa um resgate à tradição, ao sabor e à nutrição de verdade. É uma forma de trazer à nossa mesa ao alimentos mais nutritivos, naturais, cultivados da melhor forma possível. Uma verdadeira volta ao passado, com cuidado especial com a nossa saúde e com a do planeta também.






segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Suplementos a base de aminoácidos

Existem no mercado muitos suplementos de proteínas e produtos à base de aminoácidos que podem ser encontrados em lojas de comida saudável e de fitness, e que declaram muitos benefícios, incluindo força e ganho de peso. Embora seja verdade que os aminoácidos são essenciais para o crescimento muscular e o seu desenvolvimento, nem sempre é exigido ou aconselhado tomar estes suplementos.

O que são Aminoácidos?
Todos os aminoácidos são encontrados nos alimentos que ingerimos, em forma de proteína. A proteína é composta de cadeias de aminoácidos que estão unificados numa cadeia, e que quando ingeridas começam a ser digeridos e absorvidos no organismo como unidades simples chamadas de aminoácidos. Uma vez no corpo, estes aminoácidos são utilizados principalmente para a construção de tecido, tal como o desenvolvimento muscular, porém existem outras funções para os aminoácidos, como fonte de energia (aprox.5%) e enzimas. Sob certas condições há uma maior exigência de proteína e aminoácidos no corpo, como por exemplo em períodos de crescimento rápido (adolescentes), durante treinos exigentes e de resistência, e quando há reparação de tecidos, como depois de uma lesão ou doença.


Quais são os níveis aconselhados de ingestão diária de aminoácidos?
A protéica diária para os desportitas são cerca de 1,2 - 1.7g/kg peso corporal. Isto significa que para uma pessoa de cerca de 60 kg, as suas necessidades diárias de proteína seria entre 72 e 102 gramas, dependendo da formação e crescimento. Para ter uma idéia, 1 copo de cereais fornece 8g de proteína, um copo de leite fornece 12g de proteína, um peito de frango (aprox. 150g) fornece 42g de proteína, 2 copos de arroz cozido em vapor contém 10 gramas de proteína. Estes alimentos totalizam já as 70 gramas de proteínas aconselhadas. Pense no resto de sua alimentação diária, e pode ver o quanto é fácil satisfazer as necessidades diárias de proteínas. Se o grau de treino for muito exigente, deve ser tomado um valor superior de ingestão de proteínas, que é ainda facilmente alcançável através de uma alimentação saudável e bem equilibrada.

Onde podemos encontrar os aminoácidos?

Os aminoácidos ou proteínas são encontrados nos seguintes alimentos: carnes, frango, peixe, leguminosas (como feijão, lentinha, grão de bico) e ovos, e em menor quantidade nos alimentos lácteos e cereais. As proteínas animais contêm um melhor perfil de aminoácidos, ou seja, contêm todos os aminoácidos essenciais para o crescimento e desenvolvimento. Se tiver uma alimentação vegetariana, é necessário misturar e combinar os alimentos proteicos que não sejam à base de carne para obter o melhor perfil dos aminoácidos.


É verdade que alguns aminoácidos estimulam os hormônios de crescimento em adolescentes?
Algumas pesquisas sobre certos aminoácidos mostram um benefício quanto ao ganho de peso e crescimento muscular, embora exista de fato muito pouca evidência para provar que qualquer suplemento de aminoácidos funcione desta forma específica. Há três aminoácidos que têm sido reivindicados para aumentar a liberação do hormônio de crescimento em crianças e adolescentes: a arginina, lisina e ortinina. Uma injecção de arginina é usada para estimular a liberação do hormônio de crescimento em crianças com deficiência nesta função, trabalhando apenas num curto período de tempo. Entretanto, não há nenhuma evidência de que uma dose oral destes aminoácidos tenha o mesmo efeito. Os adolescentes podem obter um maior benefício através do aumento da sua ingestão total de energia, que por sua vez, irá aumentar a ingestão de proteínas o que irá ajudar no crescimento muscular.

Resumo

A ingestão de suplementos à base de aminoácidos não é necessária em muitos esportistas, já que os mesmos podem obter as suas necessidades diárias por meio de uma alimentação saudável e bem equilibrada. Uma alimentação equilibrada tem outras vantagens, tais como o fornecimento de carboidratos, suficientes para a formação de energia, bem como outros nutrientes essenciais como vitaminas do complexo B, cálcio para a saúde óssea e outras vitaminas e minerais, fundamentais para o rendimento esportivo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O café mais caro e raro do mundo

Você tomaria uma bebida feita com fezes de animal? Antes de responder, saiba que é esse o ingrediente especial do café mais raro, saboroso e caro do mundo, o Kopi Luwak, originário da Indonésia. Essa, digamos, excentricidade do café sempre foi considerada uma lenda urbana, até que um estudo realizado pelo pesquisador italiano Massimo Marcone, em 2004, confirmou o que deve ter feito o estômago de muitos apreciadores da iguaria revirar.
Os preciosos grãos são mesmo processados pelo sistema gastrointestinal e depois retirados dos excrementos da civeta, um mamífero parecido com um gato, que não existe no Brasil (na Indonésia, as palavras Kopi e Luwak significam, respectivamente, café e civeta). O animal come somente os frutos mais doces, maduros e avermelhados do café, que são digeridos pelo seu organismo, com exceção dos grãos, que são excretados junto com suas fezes. E é justamente essa produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) o motivo de sua raridade, preço alto (cerca de mil dólares o quilo) e sabor inigualável, garantem os apreciadores. "Uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns", descreve Marcone.
O pesquisador explica que à medida que o grão passa pelo sistema digestório do animal, ele sofre um processo de modificação parecido com o utilizado pela indústria cafeeira para remover a polpa do grão de café, mas que envolve bactérias diferentes das usadas pela indústria, além das enzimas digestivas do animal. É isso que dá ao Kopi Luwak seu sabor característico inigualável. Mas esse processo um tanto quanto esquisito de produzir café não representa riscos à saúde? "Os resultados dos testes que fiz em meus trabalhos mostraram que a bebida é perfeitamente segura", garante Marcone.
Não existem registros precisos sobre a história do Kopi Luwak, mas acredita-se que sua origem data de cerca de 200 anos atrás, quando os colonizadores holandeses iniciaram plantações de café nas ilhas de Java, Sumatra e Sulawesi, onde hoje é a Indonésia.
É nessas ilhas que vivem as civetas, que começaram a se alimentar da planta. Para evitar o desperdício, os plantadores de café começaram a coletar os grãos que saíam intactos das fezes dos animais. Em algum momento alguém resolveu experimentar essa variedade aparentemente pouco apetitosa e descobriu o que hoje é considerado o café mais saboroso do mundo. E você, ficou com vontade de encarar?

Receitas para perder a fome
O Kopi Luwak não é o único alimento excretado por animais que consumimos,veja outros exemplos :

Vômito de abelha: O mel nada mais é do que isso. O néctar é transportado para o sistema digestório das abelhas, onde é misturado a enzimas que convertem seu açúcar em glicose e frutose. Ele se transforma em mel e é regurgitado pelas abelhas. É esse o produto final que consumimos.

Saliva de pássaro: É o ingrediente de uma sopa considerada uma iguaria na China (também conhecida como "caviar do oriente"). O pequeno pássaro constrói ninhos com sua própria saliva. Esse ninho (que literalmente vale ouro) é usado para o preparo da sopa. O prato é consumido em várias partes do mundo, inclusive nos EUA, que são o maior importador.

Fezes de cabra: É essa a origem de um tipo de óleo usado no Marrocos. O animal se alimenta de um tipo de fruta similar à oliva, que origina o óleo, depois seu caroço é coletado de suas fezes e se transforma em um óleo usado para cozinhar, como cosmético e na medicina local.

Cerveja de cuspe: A chicha é um tipo de cerveja produzido no Equador. Os grãos de milho são mastigados e cuspidos em um recipiente, onde as enzimas da saliva quebram o amido que depois será fermentado e misturado ao álcool.